Objetivo

Iniciamos os trabalhos do ICHIN em uma conjuntura internacional marcada pela emergência lenta mas persistente de um mundo efetivamente multipolar, com um crescente papel da China na sua configuração. A crise sanitária deflagrada pela disseminação do Coronavírus (Covid-19) parece ter acelerado esse processo de transformação geopolítica.

Em termos econômicos, a China é hoje a segunda potência mundial, podendo vir a se tornar – como mostram inúmeros indicadores materiais e especialistas –, a primeira potência mundial num prazo relativamente curto. Na ciência e na tecnologia, a China também vem se destacando, como mostram o recente pouso no lado escuro da lua, os avanços na tecnologia 5G e a criação de numerosos centros de inovação em áreas como robótica, nanotecnologia e neurotecnologia. A estruturação, desde 2013 da complexa rede de intercâmbio comercial, tecnológico e cultural denominada Nova Rota da Seda, centrada, assim como antigamente, na China, encontrou o gigante asiático com evidentes vantagens competitivas que poderão vir a ser multiplicadas.

Desde 2009 a China é o principal parceiro comercial do Brasil e, no momento atual, de acentuada crise econômica mundial e virtual entrada em recessão dos EUA, esta parceria tende a se pronunciar. Por outra parte, o Estado de Santa Catarina tem um longo histórico de empresas que têm uma produtiva relação com a China, algumas das quais possuem plantas indústrias nesse país asiático.

No sentido do acima exposto, consideramos haver um contexto geopolítico e local absolutamente favorável ao desenvolvimento de um projeto como o que o ICHIN/UFSC se dispõe a realizar, e convidamos aos interessados, seja da comunidade acadêmica, seja da sociedade civil, para entrar em contato através de nossas redes sociais para obter maiores informações.